Do primeiro ao último dia a camisola amarela foi partilhada, mas nunca abandonou a equipa favorita. Soubemos mantê-la e defendê-la quando necessário. Objetivo cumprido, em três anos de Liberty Seguros, ganhamos duas à geral e três por equipas.
1ª etapa: Percurso relativamente fácil, curto, mas com técnica para se executar na perfeição. Sabíamos que as diferenças seriam mínimas, mas fomos surpreendidos com diferenças algo significativas para 1.800 metros de corrida. A experiência e sabedoria do Pedro Cardoso deu o mote para o que viria a ser uma volta de sucesso. O Pedro repetiu o movimento que inúmeras vezes marcou a sua carreira de ciclista, nesta etapa personalizou o desejo de toda a equipa, vestiu a amarela. Uma etapa onde a Sport Zone coloca 7 atletas no Top Ten.
2ª etapa: Um circuito com duas voltas e duas subidas que poderiam fazer a diferença. Aqui o principal objetivo era manter a amarela e tentar “abrir” uma distância para os adversários mais diretos, assim teríamos de movimentar a corrida e assumir o ritmo. Neste campo o Carlos Brito foi exemplar, acreditou que podia sair em fuga e carregou a responsabilidade e deu tudo em prol do grupo. Obrigou os adversários a perseguir e possibilitou a junção na fuga do Paulo Cardoso. Sem reação, os adversários subestimaram a capacidade de sofrimento dos dois fugitivos, que acabaram por ganhar uma vantagem confortável onde o Paulo Cardoso vence a etapa e o Carlos Brito serve de manequim para a tão ambicionada AMARELA. Mereceu vesti-la pelo grande trabalho que fez. Mais uma vez o Top Ten seria pintado maioritariamente de verde, 6 eram nossos.
3ª etapa: Era chegada a altura de dar alguma iniciativa ao Santa Clara, de amarelo e com 1.20 min de vantagem era a hora de ver quão ousados seriam os favoritos do Santa Clara. Foi a etapa mais apagada da volta, depois de uma pequena investida logo no início, ficou-se por aí o hipotético ataque à liderança, chegou-se a andar a menos de 20 Km hora, hilariante…, bom para quem lidera, uma chegada ao sprint seria bom para nós, mesmo sabendo que o Rui Rodrigues poderia ser favorito, mas o nosso David não se deu por vencido, mais uma vez discutiu a vitória até ao último milímetro. Resultado, mais um dia para mudar a amarela de corpo, mas com o mesmo toque e a classe que caracterizou o lugar mais alto do pódio nesta volta, e desta vez estava para ficar, propositado? Talvez…
4ª e última: De amarelo na alta montanha e com uma vantagem de 1.20 min, e tendo em conta que o nosso trepador estava em perfeitas condições físicas e psicologicamente muito motivado, seria muito pouco provável que a amarela pudesse mudar de corpo. No entanto a estratégia montada foi tremendamente arrojada e só possível quando se acredita que a equipa pode fazer tudo para dizimar as possíveis tentativas dos adversários. Foi sem qualquer tipo de dúvida a MELHOR ETAPA de ciclismo dos últimos anos, e foi contra tudo o que os adversários poderiam estar á espera. Neste caso o ataque seria a melhor defesa, atacamos ao Km ZERO, e esta hein? A partir daquele momento “á Gandarinho” nunca mais houve descanso, todos tiveram o seu momento, manter o ritmo alto seria sinónimo de inviabilizar possíveis ataques antes da montanha, uma atitude que não é possível transcrever, só vendo, chegamos a ter 4 atletas em fuga. Entramos na subida da Lagoa de fogo com média de 40 Km, e era a Sport Zone a assumir o ritmo, fantástico trabalho de conjunto. Aqui já era quase garantida a manutenção da liderança e, cada km que passava era o assumir pela concorrência que a volta estava entregue e bem entregue, o Paulo Cardoso era o vencedor do III Grande Prémio Liberty Seguros, e a equipa Sport Zone mantinha a herança dos anos transatos, melhor equipa com 6 min de vantagem sobre o Santa Clara.
Na camisola da juventude, Branco mais Branco não há, José Miguel Afonso mesmo com a missão de trabalhar para a equipa foi sempre o mais rápido, andou sempre com a camisola branca.
Nos juniores o José Pedro confirmou o seu favoritismo, foi o mais forte e deixou o seu adversário no 3º lugar do pódio e ainda teve tempo e discernimento para ajudar o seu colega de equipa Rodrigo Soares a fazer 2º lugar.
Nos cadetes a supremacia do Filipe foi grande e vence sem qualquer problema.
O destaque desta volta: Rodrigo Soares, “o Madruga Júnior” esteve exemplar, foi a revelação, km após km e ele a manter-se sempre junto dos melhores, foi deveras uma agradável confirmação do seu valor (mais um atleta a ser formado no clube).
Em resumo, 4 etapas, 4 amarelas, 4 brancas, 2 vitórias em etapas, melhor júnior, melhor cadete, melhor equipa…
Agradeço a todos os que colaboraram e tornaram possível a logística duma equipa deste nível. Em especial o nosso fiel condutor do autocarro que nos transporta, do Sr. Rui Sousa dos apoiantes e familiares.
Parabéns a todos, foi uma vitória sem qualquer tipo de contestação. A Dream Team continua unida.





Com início no próximo dia 25 de Abril, a Taça Anima/Sport Zone, será feita a estreia da equipa completa.
Ao Tiago Furna e ao David Cordovil vem juntar-se os reforços Nacionais. Estão confirmados o Carlos Brito, recentemente chegado do Cape Epic, e o Paulo Cardoso que após a sua participação na classica da primavera (circuito na Povoa de varzim), confirma o seu bom momento de forma. O Pedro Cardoso não sendo novidade, será sempre uma mais valia, a ver vamos na primeira prova do ano se mantem a tendÊncia do Paulo e do Brito.
Á um ano atraz foi assim...
Era Júnior..., este ano passou a sub-23, será sem duvida um reforço interno.

VOLTA AO MUNICÍPIO DE LOULÉ
Como o nosso DD fez referência no post anterior, desloquei-me ao continente para passar as férias. Como não queria parar de treinar, através de um contacto local, disponibilizaram-me uma bicicleta e deram-me a oportunidade de então treinar com a equipa Belalgas/MatosCheirinhos. Assim foi, no domingo visto-me a rigor (com o equipamento da Sportzone/MagicGym), segui para um treino que consideravam bastante duro com séries na Serra de Sintra (na subida da Peninha, para quem conhece), o treino correu-me de feição consegui acompanhar os líderes da equipa, sendo que, em determinadas situações, me conseguia ombrear com eles (a subir). Depois de tanto subir realizámos trabalho de equipa (rendições e fugas, entre outras). Para quem não conhece, esta equipa, é essencialmente uma escola de ciclismo (que neste plantel, tem dois atletas que representam a seleção nacional de pista e estrada) que já conta com 28 anos de história e de onde já saíram grandes talentos a nível nacional e internacional, como o Sérgio Paulinho, por exemplo. Pois bem, no fim do treino sou abordado pelo DD, em que, este último, me convida para fazer a Volta ao Município de Loulé, de imediato aceitei. Sou sincero, não sabia para o que ia mas depois de me informar, descobri uma volta de três dias duríssima com “D grande” e mentalizei-me que como primeira experiência na estrada, no continente, daria o meu melhor em prol da equipa que me acolhia. 
No dia 4 de Abril estava de partida, logo me apercebi da grande estrutura desta equipa (Campeã Nacional e vencedora da Volta a Portugal de Juniores, em título), camião - oficina e vários carros de assistência e transporte.
Após toda a caravana estacionada na zona de partida da primeira etapa apercebo-me da dimensão deste evento, um pelotão com 96 juniores, duas equipas espanholas presentes e ainda a seleção nacional de pista. Fiquei um pouco arrepiado com tudo isto (inexperiência).
Bem falando da prova em si, como referi, esta é uma Volta de grande prestígio, e com uma dureza diretamente proporcional, de três dias sendo que num dos dias havia duas etapas, portanto, três dias, quatro etapas. Esta Volta é um ótimo exemplo de que no Algarve sobe, e bastante.
A primeira etapa ligava Loulé ao Ameixal, tendo uma extensão total de 81,6km com um acumulado positivo de 1400m e inclinação máxima de 10,6% (com um prémio de montanha e duas metas volantes que bem podiam ser prémios de montanha), à partida, nada de muito estranho para as provas que temos cá na ilha, agora o ritmo é que foi bem diferente!
A primeira coisa que notei foi que logo que se deu a partida simbólica todos se tentavam colocar o melhor possível e como chovia, muitas quedas aconteceram. Em seguida, dá-se a partida real, aí sim puxou-se mesmo muito forte rolava-se em algumas zonas a 50/55km/h, foi uma corrida que como se diz na gíria, sempre ao “esticão”, consegui fazer cerca de metade da prova no grupo da frente, tendo descolado naturalmente pela minha má colocação e pelo forte ritmo com que se circulava. O pelotão foi-se partindo criando minipelotões sendo que eu fiquei no segundo, ou seja, no perseguidor ao grupo principal. Tanto se trabalhou mas o grupo que rodava na frente era muito forte, durante esta etapa registei uma média de 170bpm e um máximo histórico de 214bpm e realizei uma média de 36,2km/h o que ficou muito longe da do vencedor da etapa (38,3km/h) e cerca de 7:30min de diferença
No dia seguinte, já ciente do que me esperava, já me orientava melhor, pois bem, este era o dia de duas etapas sendo que de manhã se realizava um crono-escalada de 3km é certo mas com umas rampas dignas de Giro de Itália, média de 7,2 com duas rampas uma de 12%, uma de 15,2% e um topo onde se regista uma inclinação máxima de 20,8%.´
Segui para o aquecimento mentalizado que neste esforço individual teria que dar o mais uma vez o meu melhor… foi o que fiz, tive o melhor tempo do crono escalada durante os primeiros vinte atletas (20min de prova) até que foi caindo para ligeiramente acima da meio da tabela 40º lugar e 3º melhor registo da equipa (oito elementos). Registei um tempo de 7:55min a apenas 1min. do vencedor do crono e posterior vencedor da prova (atleta de uma equipa espanhola). Nesta etapa registei uma média de 166bpm e um máximo de 195 bpm.
Depois de almoço seguia-se a terceira etapa, o circuito de Alfontes, tinha 5,8km e um acumulado positivo de 165m por volta, sendo que faríamos 7 voltas de forma a cumprir 40km de prova. Este circuito, registava uma inclinação média de 17,2% /volta e um máximo de 18,8% . Logo que se deu a partida já seguíamos “à morte”, segui três
voltas no grupo da frente, até que me comecei a sentir indisposto, nada que tivesse a ver com intolerância lática ou indigestão, era parecido com dor de burro!!!, enfim, perdi muito tempo e posições, a partir da quinta volta é que começo a recuperar tendo ganho 23 posições, estava tudo “às pingas”. Fui informado de que ainda estava no controlo durante a prova e continuei. No fim o vencedor regista voltas 3:30min abaixo do esperado e os comissário vêem-se obrigados a rever a percentagem do controlo dos tempos sendo que só no outro dia de manhã é que sou informado de que fico a 13 min. do vencedor e a 40 seg. de estar dentro do controlo, fiquei extremamente desiludido, pois a minha expectativa era no mínimo, terminar esta Volta.
Registei uma média de 26km/h, uma máxima de 196bpm e uma média de 172bpm
No dia seguinte, e último dia de prova, seguiam-se 98km de prova. Disponibilizei-me para fazer controlo de corrida no carro de assistência com o DD, o que me deu a oportunidade de fazer uma leitura exterior de corrida, que certamente me será muito útil no futuro. Nesta etapa registou-se uma fuga heróica de cerca de 75km e que ia “morrendo na praia” tendo vencido por uma diferença de 2seg para o pelotão.
Em suma, esta Volta não correu de feição à equipa Belalgas/MatosCheirinhos, mas tudo fiz para ajudar…Fiquei desiludido por não ter terminado, mas não desisti.
Trago comigo uma experiência fantástica, e pensando bem, com todas as condicionantes: inexperiência, bicicleta emprestada, falta de ritmo competitivo de estrada, etc., foi um desafio quase ultrapassado, considerando os meus objectivos.
Só me resta agradecer todo o apoio proporcionado pela equipa Belalgas/MatosCheirinhos, e prometer o meu empenho e dedicação para mais tarde ambicionar resultados mais positivos.
E claro,um agradecimento muito especial ao nosso DD e a todos aqueles que se envolveram no processo de cedência e me apoiaram nesta aventura.
Obrigado Sportzone/Magicgym!
É com grande satisfação e orgulho, que anunciamos a participação de uma atleta SPORT ZONE/MAGIG GYM, numa competição com muitos anos de tradição, e com um nível alto em termos competitivos, o "nosso" Zé Pedro vai lá estar, e certamente dará tudo o que tem, como é o seu hábito.
Eu não acredito em "sortes", ou em destinos traçados. A verdade é que o Zé Pedro foi de férias de Páscoa (e em boa hora interrompidas)e como não queria parar de treinar durante este tempo, tentou arranjar um grupo ou equipa onde pudesse manter a sua actividade desportiva.
Coincidencia ou não, o grupo encontrado, perto da sua área de residência, foi a equipa Mato Cheirinhos, uma das equipas de referencia nos escalões de formação, e que por acaso é a equipa Campeã Nacional de Juniores. Estavam assim reunidas todas as condições para o atleta manter o plano de treinos a executar e aproveitar os possíveis ensinamentos de atletas, treinadores e dirigentes com mais experiência.
Surpreendentemente, após o primeiro treino, e certamente com base na observação e prestação durante todo o percurso, surge o convite para o Zé Pedro correr a volta a Loulé integrado na equipa campeã.
Posto isto, todo o processo de cedência do nosso atleta á equipa do Mato Cheirinhos, foi tratado pelos clubes, e só foi possível pela grande aplicação dos dirigentes continentais, mostrando assim grande vontade na integração do atleta dos Açores.
Por isto devemos todos estar felizes, por diversas razões.
1º porque será uma grande experiência para o Zé Pedro, e que de certeza irá aproveitar ao máximo, pois sempre foi a sua postura querer aprender e evoluir.
2º porque é o confirmar que o nosso método de trabalho é eficaz, e que com vontade e aplicação podemos estar ao nível dos melhores, e em 3º lugar porque sem qualquer tipo de duvida o atleta Zé Pedro é o produto da sua aplicação, da sua equipa, do seu treinador e do apoio da sua família.
Boa sorte nesta aventura em terras de Loulé.
Uma pequena curiosidade, este prémio, outrora foi ganho por alguém nosso conhecido, o Pedro Cardoso.





